segunda-feira, 1 de junho de 2009

Comum.


Nada é tão comum quanto pessoas comuns. Somos todos comuns. E mesmo que não pensemos assim, em um qualquer dia comum desses, vamos acabar percebendo que somos comuns como outros qualquer. Costumamos confundir gente comum, afinal são tão comuns que até mesmo as roupas, sapatos são comumente comprados nas mesmas lojas tão comuns por aí a fora, e você acaba se confundindo pelas ruas ao ponto de passar o “mico” de falar com alguém que você achava que era quem conhecia e quando fala com a pessoa, percebe que não é... ou nunca aconteceu isso com você?! Isso é tão comum...

Trabalhar, comer, dormir são coisas comuns entre todos nós. Os que não trabalham, não comem e nem dormem também são comuns. Tudo é tão comum. Até ser incomum é muito comum, todos queremos. Coisas incomuns se tornam comuns na medida que nos acostumamos.

Pegar ônibus é muito comum entre os comuns. Há aqueles que não andam de ônibus, mas abastecem seus carros como os outros comuns. O tradicional é comum. O supostamente original também é. Se algo é incomum é porque alguma outra coisa é comum.

Tudo é comum, mas nem tudo que é comum pode ser tido como certo. Nos acostumamos com tudo, mas não deveríamos. No entanto, mesmo com tanta coisa comum, ainda é comum ver pessoas felizes quando o comum é ficar triste, que amam quando o comum é odiar e que vivem em paz num caos que é tão comum em nossos dias. É por essas pessoas e sentimentos tão raros e ao mesmo tempo tão comuns, que eu, de tão comum que sou, não deixo de acreditar que a mesmice tem seu valor.